domingo, 1 de abril de 2012

Ligações com Carlinhos Cachoeira poderão derrubar governador do PT, Agnelo Queiroz.

MAIS UM ESCÂNDALO ENVOLVENDO O GOVERNADOR DO PT AO CRIME ORGANIZADO

CLIQUE AQUI para saber por que razão Zé Dirceu, PT, será o próximo alvo da Operação Monte Carlo, a mesma que desnudou o senador Demóstenes Torres.


- A reportagem a seguir do blog Fala Sério DF é bem mais conclusiva, mas os termos da matéria conferem com o que é publicado neste final de semana pelas revistas Veja e IstoÉ, como também pelo jornal O Sul deste domingo, página 7. O jornal gaúcho revela que além do governador do PT, também terão que dar explicações uma série de deputados, entre eles Cândido Vacarezza, até há pouco líder do governo dilma na Cãmara, Arnaldo Faria de Sá, PTB de SP e SandroMabel, PR de Goiás. Leia o que publicou o blog neste domingo:
Está muito perto de as algemas da Polícia Federal, com o apoio do Ministério Público Federal, alcançar integrantes da cúpula do Governo do Distrito Federal envolvidos em esquemas criminosos capitaneados pelo empresário dos jogos de azar Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira. O Fala Sério DF teve acesso a trechos de uma das mais de 300 interceptações telefônicas feitas durante a investigação. A conversa é travada entre Cachoeira e ninguém menos do que o atual chefe de gabinete do governador Agnelo Queiroz, o agente de polícia Cláudio Monteiro, que também preside o Comitê para a Copa do Mundo de 2014.  Achando que estaria livre dos grampos por usar um aparelho Nextel habilitado nos Estados Unidos, Monteiro demonstra muita intimidade com o contraventor.  Os federais ainda investigam a ligação entre Monteiro e Cachoeira. Sabe-se que o bicheiro teria se aproximado de Monteiro para garantir a segurança de casas de jogos e máquinas caça níqueis que ainda funcionam na clandestinidade em pontos muito bem escondidos do Distrito Federal.  Sabe-se também que Monteiro sempre foi muito amigo do ex diretor-geral da Polícia Civil, Onofre de Moraes, que sempre foi alvo de boatos que receberia dinheiro de contraventores para fazer “vista grossa” em relação a jogatina que corria solta em Ceilândia quando ele era delegado chefe.As interceptações telefônicas que flagraram Monteiro ainda podem complicar a vida dele quando o assunto é a construção do Estádio Nacional, orçado em R$ 1 bilhão. Fontes ligadas ao blog afirmam que o chefe de gabinete de Agnelo fatura alto com propinas pagas pela construtora VIA Engenharia, responsável pela obra do estádio.  Monteiro, que  foi assessor parlamentar de Agnelo na Câmara dos Deputados e ocupou os cargos de chefe de gabinete, secretário-executivo e ministro-interino do Esporte quando o governador era ministro, também teria ligações com o araponga e especialista em grampos ilegais, Idalberto Matias de Araújo, o sargento da Aeronáutica Dadá.Dadá teria um número infindável de fontes na Polícia Civil. Um deles é citado na denúncia do MPF. Trata-se do policial civil José Ângelo, que caiu no grampo da PF.  Dadá avisa para o agente da PCDF que está com os R$ 4 mil que deve a ele pela informação sobre uma casa de bingo que deveria ser estourada. A casa de jogo era de um concorrente de Carlinhos Cachoeira.  Se além das interceptações telefônicas a Polícia Federal conseguir materializar a relação Entre Monteiro, Dadá e Cachoeira a situação poderá se complicar para o chefe de gabinete de Agnelo. O bônus da investigação poderá ser a confirmação da relação promíscua entre Monteiro e a construtora responsável pela obra do Estádio Nacional.Essa história ainda tem mais um personagem suspeito.  A figura é o policial Jairo Martins de Souza. Foi ele quem gravou a fita que detonou, em 2005, o escândalo do Mensalão. Trata-se da cena em que um ex-funcionário dos Correios, Maurício Marinho, aparece recebendo uma propina de R$ 3 mil. A fita foi entregue ao jornalista Policarpo Júnior, que é amigo de Jairo Martins, e hoje, além de dirigir a sucursal da revista Veja em Brasília, é redator-chefe da publicação.De acordo com a acusação do Ministério Público, Jairo Martins era um “empregado” da quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Recebia R$ 5 mil mensais e tinha a função de cooptar policiais e também levantar informações que pudessem prejudicar os negócios do grupo. Em 2005, na crise do Mensalão, Jairo Martins depôs no Congresso, e disse que gravou a fita com Maurício Marinho por “patriotismo”. Não se sabe, ainda, se Cachoeira estaria por trás da denúncia.

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